* Nº 0072 - A VIAJANTE - CONTOS FANTÁSTICOS DE MAYANDEUA
O aroma salgado e úmido da brisa de Mayandeua dançava ao redor da recém-chegada, enquanto seus olhos se perdiam na exuberância da ilha. Cores vibrantes explodiam nas flores e nas vestes dos poucos que cruzavam seu caminho, um contraste delicioso com a memória cinzenta de onde viera. Ela sorria, absorvendo a atmosfera pacífica, a cadência lenta da vida que pulsava naquele recanto do mundo. Com passos hesitantes, guiada por uma curiosidade insaciável, aproximou-se da figura enrugada que descansava sob a sombra de um coqueiro. O ancião, com a sabedoria gravada em cada linha do rosto, observava o mar cintilante. Ela hesitou por um instante, sentindo o peso de sua jornada através dos véus que separavam mundos, antes de se dirigir a ele em uma língua suave, adornada por um sotaque melódico e desconhecido. "Senhor," começou ela, a voz carregada de uma excitação contida, "este lugar... Mayandeua... é ainda mais belo do que os sussurros distantes que alcançaram meu lar." O a...