*Nº 0639- LAGO IMAGINÁRIO - SÉRIE: CONTOS FANTÁSTICOS DE MAYANDEUA
Natan, o ser celestial, tomou a ousada decisão de deixar para trás os domínios celestiais para habitar a Terra. Em sua jornada descendente, ele aportou suavemente em uma ilha , onde um lago imaginário se estendia como um portal entre os reinos celestiais e terrenos. Esta é a história de sua transição do éden celeste para a beleza mágica de um paraíso terreno. Antes um habitante interplanetário, Natan, agora sem as asas , encontrou seu novo lar na ilha . Não mais enfrentando turbulências para alcançar alturas, este estava cansado das altitudes e assim suavemente desceu para se maravilhar com a beleza terrena. Assim foi o começo da nova vida daquele ser onde encontrou no lago as cores vibrantes que refletiam um espetáculo de cores, e Natan sabia que sua escolha tinha sido acertada.
Na ilha, ele não mais enfrentava a monotonia das nuvens , mas sim vivia em harmonia com a dança fluida das águas. Seu nova vida, agora se misturava aos tons de um lugar onde o real e o imaginário se entrelaçavam de forma única. Os peixes do lago, agora seres de um reino encantado, tornaram-se seus amigos nesta nova morada. Natan, alimentava-os com a partilha ao relatar os seus momentos do outro lado do espaço. Assim, os peixes e Natan periodicamente faziam suas acrobacias no céu líquido que formava o "Lago imaginário da Princesa ".
Além da magia do lago, Natan explorava outros roteiros na ilha. Descobriu clareiras encantadas onde mangueiros falantes contavam histórias de mundos distantes. As brisas do mar carregavam canções antigas de marinheiros que embalavam seu coração. Ele aprendeu a linguagem dos pássaros que, em harmonia com o vento, narravam lendas de Maya esquecidas.
Na ilha , onde as preocupações da vida cotidiana não tinham espaço, Natan encontrou a plenitude. Conversava com seus amigos aquáticos, siris, botos, boiunas, entre outros, compartilhando segredos que se perdiam nas ondulações do lago imaginário. Sua existência na solidão humana era compensada pela presença vibrante e etérea dos habitantes aquáticos daquele reino encantado.
Ali na terra da imaginação e do éden flutuante, o conceito de tempo era fluido. O lago, agora um portal de transcendência entre o imaginário e a terra, permanecia como um testemunho eterno de sua escolha de encontrar morada na terra, em uma ilha onde a realidade e a imaginação se entrelaçavam em harmonia.
Dizem que, até hoje, o "Lago da Princesa" é um local encantado, onde as águas refletem a transição de um ser celestial para um guardião terreno, e os peixes, mensageiros de dois mundos, continuam a dançar nos "céu líquido" da imaginação.
Dizem que no inverno de Mayandeua!
Natan fica de férias, onde dá um pulinho lá em riba de nós.
FIM
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Projeto Literário e Musical Primolius Nº 0639


